domingo, 12 de outubro de 2014

PRESIDENTE DO PSB DECLARA APOIO A DILMA E DIZ QUE VOTAR EM AÉCIO É "RETROCESSO". "PARTIDO TRAIU CAMPOS"

O presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, divulgou neste sábado (11) uma carta aberta em que apoia a reeleição de Dilma Rousseff (PT) e afirma que seu partido "traiu a luta" do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos ao se aliar a Aécio Neves (PSDB). A declaração foi dada pelo pessebista em seu site pessoal.

Veja a carta aberta:
"Mensagem aos militantes do PSB e ao povo brasileiro"
A luta interna no PSB, latente há algum tempo e agora aberta, tem como cerne a definição do país que queremos e, por consequência, do Partido que queremos. A querela em torno da nova Executiva e o método patriarcal de escolha de seu próximo presidente são pretextos para sombrear as questões essenciais. Tampouco estão em jogo nossas críticas, seja ao governo Dilma, seja ao PT, seja à atrasada dicotomia PT-PSDB – denunciada, na campanha, por Eduardo e Marina como do puro e exclusivo interesse das forças que de fato dominam o país e decidem o poder.
Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém,  renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática.
Esse caminhar tortuoso contradiz a oposição que o Partido sustentou ao longo do período de políticas neoliberais e desconhece sua própria contribuição nos últimos anos, quando, sob os governos Lula dirigiu de forma renovadora a política de ciência e tecnologia do Brasil e, na administração Dilma Rousseff, ocupou o Ministério da Integração Nacional.      
Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB. A sociedade brasileira, ampla e multifacetada, não cabe nestas duas agremiações. Por isso mesmo e, coerentemente, votei, na companhia honrosa de Luiza Erundina, Lídice da Mata, Antonio Carlos Valadares, Glauber Braga, Joilson Cardoso, Kátia Born e Bruno da Mata, a favor da liberação dos militantes.     
Como honrar o legado do PSB optando pelo polo mais atrasado? Em momento crucial para o futuro do país, o debate interno do PSB restringiu-se à disputa rastaquera dos que buscam sinecuras e recompensas nos desvãos do Estado. Nas ante-salas de nossa sede em Brasília já se escolhem os ministros que o PSB ocuparia num eventual governo tucano. A tragédia do PT e de outros partidos a caminho da descaracterização ideológica não serviu de lição: nenhuma agremiação política pode prescindir da primazia do debate programático sério e aprofundado. Quem não aprende com a História condena-se a errar seguidamente.       
Estamos em face de uma das fontes da crise brasileira: a visão pobre, míope, curta, dos processos históricos, visão na qual o acessório toma a vez do principal, o episódico substitui o estrutural, as miragens tomam o lugar da realidade. Diante da floresta, o medíocre contempla uma ou outra árvore. Perde a noção do rumo histórico.       
Ao menosprezar seu próprio trajeto, ao ignorar as lições de seus fundadores – entre eles João Mangabeira, Antônio Houaiss, Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o PSB renunciou à posição que lhe cabia na construção do socialismo do século XXI, o socialismo democrático, optando pela covarde rendição ao statu quo. Renunciou à luta pelas reformas que podem conduzir a sociedade a um patamar condizente com suas legítimas aspirações.
Qual o papel de um partido socialista no Brasil de hoje? Não será o de promover a conciliação com o capital em detrimento do trabalho; não será o de aceitar a pobreza e a exploração do homem pelo homem como fenômeno natural e irrecorrível; não será o de desaparelhar o Estado em favor do grande capital, nem renunciar à soberania e subordinar-se ao capital financeiro que construiu a crise de 2008 e construirá tantas outras quantas sejam necessárias à expansão do seu domínio, movendo mesmo guerras odientas para atender aos insaciáveis interesses monopolísticos.       
O papel de um partido socialista no Brasil de hoje é o de impulsionar a redistribuição da riqueza, alargando as políticas sociais e promovendo a reforma agrária em larga escala; é o de proteger o patrimônio natural e cultural; é o de combater todas as formas de atentado à dignidade humana; é o de extinguir as desigualdades espaciais do desenvolvimento; é o de alargar as chances para uma juventude prenhe de aspirações; é o de garantir a segurança do cidadão, em particular aquele em situação de risco; é o de assegurar, através de tecnologias avançadas, a defesa militar contra a ganância estrangeira; é o de promover a aproximação com nossos vizinhos latino-americanos e africanos; é o de prover as possibilidades de escolher soberanamente suas parcerias internacionais. É o de aprofundar a democracia.      
Como presidente do PSB, procurei manter-me equidistante das disputas, embora minha opção fosse publicamente conhecida. Assumi a Presidência do Partido no grave momento que se sucedeu à tragédia que nos levou Eduardo Campos; conduzi o Partido durante a honrada campanha de Marina Silva. Anunciados os números do primeiro turno, ouvi, como magistrado, todas as correntes e dirigi até o final a reunião da Comissão Executiva que escolheu o suicídio político-ideológico.
Recebi com bons modos a visita do candidato escolhido pela nova maioria. Cumprido o papel a que as circunstâncias me constrangeram, sinto-me livre para lutar pelo Brasil com o qual os brasileiros sonhamos, convencido de que o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática. Sem declinar das nossas diferenças, que nos colocaram em campanhas distintas no primeiro turno, o apoio a Dilma representa mais avanços e menos retrocessos, ou seja, é, nas atuais circunstâncias, a que mais contribui na direção do resgate de dívidas históricas com seu próprio povo, como também de sua inserção tão autônoma quanto possível no cenário global.
Denunciamos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSBD, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB.
O Brasil não pode retroagir.

Convido todos, dentro e fora do PSB, a atuar comigo em defesa da sociedade brasileira, para integrar esse histórico movimento em defesa de um país desenvolvido, democrático e soberano. 
Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2014.
Roberto Amaral"

PRESIDENTE DO PSB DECLARA APOIO A DILMA E DIZ QUE VOTAR EM AÉCIO É "RETROCESSO". "PARTIDO TRAIU CAMPOS"

O presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, divulgou neste sábado (11) uma carta aberta em que apoia a reeleição de Dilma Rousseff (PT) e afirma que seu partido "traiu a luta" do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos ao se aliar a Aécio Neves (PSDB). A declaração foi dada pelo pessebista em seu site pessoal.

Veja a carta aberta:
"Mensagem aos militantes do PSB e ao povo brasileiro"
A luta interna no PSB, latente há algum tempo e agora aberta, tem como cerne a definição do país que queremos e, por consequência, do Partido que queremos. A querela em torno da nova Executiva e o método patriarcal de escolha de seu próximo presidente são pretextos para sombrear as questões essenciais. Tampouco estão em jogo nossas críticas, seja ao governo Dilma, seja ao PT, seja à atrasada dicotomia PT-PSDB – denunciada, na campanha, por Eduardo e Marina como do puro e exclusivo interesse das forças que de fato dominam o país e decidem o poder.
Ao aliar-se acriticamente à candidatura Aécio Neves, o bloco que hoje controla o partido, porém,  renega compromissos programáticos e estatutários, suspende o debate sobre o futuro do Brasil, joga no lixo o legado de seus fundadores – entre os quais me incluo – e menospreza o árduo esforço de construção de uma resistência de esquerda, socialista e democrática.
Esse caminhar tortuoso contradiz a oposição que o Partido sustentou ao longo do período de políticas neoliberais e desconhece sua própria contribuição nos últimos anos, quando, sob os governos Lula dirigiu de forma renovadora a política de ciência e tecnologia do Brasil e, na administração Dilma Rousseff, ocupou o Ministério da Integração Nacional.      
Ao aliar-se à candidatura Aécio Neves, o PSB traiu a luta de Eduardo Campos, encampada após sua morte por Marina Silva, no sentido de enriquecer o debate programático pondo em xeque a nociva e artificial polarização entre PT e PSDB. A sociedade brasileira, ampla e multifacetada, não cabe nestas duas agremiações. Por isso mesmo e, coerentemente, votei, na companhia honrosa de Luiza Erundina, Lídice da Mata, Antonio Carlos Valadares, Glauber Braga, Joilson Cardoso, Kátia Born e Bruno da Mata, a favor da liberação dos militantes.     
Como honrar o legado do PSB optando pelo polo mais atrasado? Em momento crucial para o futuro do país, o debate interno do PSB restringiu-se à disputa rastaquera dos que buscam sinecuras e recompensas nos desvãos do Estado. Nas ante-salas de nossa sede em Brasília já se escolhem os ministros que o PSB ocuparia num eventual governo tucano. A tragédia do PT e de outros partidos a caminho da descaracterização ideológica não serviu de lição: nenhuma agremiação política pode prescindir da primazia do debate programático sério e aprofundado. Quem não aprende com a História condena-se a errar seguidamente.       
Estamos em face de uma das fontes da crise brasileira: a visão pobre, míope, curta, dos processos históricos, visão na qual o acessório toma a vez do principal, o episódico substitui o estrutural, as miragens tomam o lugar da realidade. Diante da floresta, o medíocre contempla uma ou outra árvore. Perde a noção do rumo histórico.       
Ao menosprezar seu próprio trajeto, ao ignorar as lições de seus fundadores – entre eles João Mangabeira, Antônio Houaiss, Jamil Haddad e Miguel Arraes –, o PSB renunciou à posição que lhe cabia na construção do socialismo do século XXI, o socialismo democrático, optando pela covarde rendição ao statu quo. Renunciou à luta pelas reformas que podem conduzir a sociedade a um patamar condizente com suas legítimas aspirações.
Qual o papel de um partido socialista no Brasil de hoje? Não será o de promover a conciliação com o capital em detrimento do trabalho; não será o de aceitar a pobreza e a exploração do homem pelo homem como fenômeno natural e irrecorrível; não será o de desaparelhar o Estado em favor do grande capital, nem renunciar à soberania e subordinar-se ao capital financeiro que construiu a crise de 2008 e construirá tantas outras quantas sejam necessárias à expansão do seu domínio, movendo mesmo guerras odientas para atender aos insaciáveis interesses monopolísticos.       
O papel de um partido socialista no Brasil de hoje é o de impulsionar a redistribuição da riqueza, alargando as políticas sociais e promovendo a reforma agrária em larga escala; é o de proteger o patrimônio natural e cultural; é o de combater todas as formas de atentado à dignidade humana; é o de extinguir as desigualdades espaciais do desenvolvimento; é o de alargar as chances para uma juventude prenhe de aspirações; é o de garantir a segurança do cidadão, em particular aquele em situação de risco; é o de assegurar, através de tecnologias avançadas, a defesa militar contra a ganância estrangeira; é o de promover a aproximação com nossos vizinhos latino-americanos e africanos; é o de prover as possibilidades de escolher soberanamente suas parcerias internacionais. É o de aprofundar a democracia.      
Como presidente do PSB, procurei manter-me equidistante das disputas, embora minha opção fosse publicamente conhecida. Assumi a Presidência do Partido no grave momento que se sucedeu à tragédia que nos levou Eduardo Campos; conduzi o Partido durante a honrada campanha de Marina Silva. Anunciados os números do primeiro turno, ouvi, como magistrado, todas as correntes e dirigi até o final a reunião da Comissão Executiva que escolheu o suicídio político-ideológico.
Recebi com bons modos a visita do candidato escolhido pela nova maioria. Cumprido o papel a que as circunstâncias me constrangeram, sinto-me livre para lutar pelo Brasil com o qual os brasileiros sonhamos, convencido de que o apoio à reeleição da presidente Dilma Rousseff é, neste momento, a única alternativa para a esquerda socialista e democrática. Sem declinar das nossas diferenças, que nos colocaram em campanhas distintas no primeiro turno, o apoio a Dilma representa mais avanços e menos retrocessos, ou seja, é, nas atuais circunstâncias, a que mais contribui na direção do resgate de dívidas históricas com seu próprio povo, como também de sua inserção tão autônoma quanto possível no cenário global.
Denunciamos a estreiteza do maniqueísmo PT-PSBD, oferecemos nossa alternativa e fomos derrotados: prevaleceu a dicotomia, e diante dela cumpre optar. E a opção é clara para quem se mantém fiel aos princípios e à trajetória do PSB.
O Brasil não pode retroagir.

Convido todos, dentro e fora do PSB, a atuar comigo em defesa da sociedade brasileira, para integrar esse histórico movimento em defesa de um país desenvolvido, democrático e soberano. 
Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2014.
Roberto Amaral"

Economia e ‘modelo lulista’ tornam Evo Morales o favorito à reeleição neste domingo

Antes das eleições presidenciais deste domingo na Bolívia, as pesquisas mostram que a única dúvida é se o presidente Evo Morales vai superar os 64% dos votos, cifra que alcançou em 2009, quando se reelegeu.
Tudo indica para a vitória da Evo, que não é particularmente carismática no seu sentido clássico e, especialmente em público, pode parecer pouco eloquente para um estrangeiro.
E, ainda assim, nenhum de seus concorrentes têm nenhuma possibilidade de lhe fazer sombra.
O presidente é um ex-camponês, sem formação acadêmica, com um passado de sindicalista e uma certa tendência a dizer coisas consideradas "inapropriadas" por muitos.
A oposição o acusa de ser populista, um caudilho com aspiração de ficar eternamente no poder. E, de novo, não há sequer uma pesquisa que não indique sua vitória acachapante.
Por maior que seja a lista de defeitos de Evo citados por seus adversários, não há dúvidas de que o presidente é o candidato favorito dos bolivianos. Mas qual o segredo de seu sucesso político?
'Boom econômico'
Após oito anos e meio no comando, Evo está longe de ter sua imagem desgastada e agora caminha para ser o mandatário boliviano que ficou mais tempo no poder.
Um feito que está relacionado com o bom momento da economia local.
O país já está no seu décimo ano de crescimento contínuo, com redução da dívida externa, aumento das reservas internacionais e, sobretudo no governo de Evo, houve redução da pobreza extrema, que passou de 38% para 20%.

Os críticos afirmam que é uma modelo sem futuro a longo prazo, baseado em exportação de matéria prima, como o gás, e que está se beneficiando de um momento de alta nos preços internacionais.
Mas o governo insiste em dizer que isso só foi possível graças ao fato de Evo ter impulsionado uma série de "nacionalizações" do setor energético.
Algo que, na realidade, se tratou de uma renegociação de contratos de concessões de exploração a multinacionais estrangeiras, que ampliou a renda do Estado.

Reuters
Presidente impulsionou uma série de 'nacionalizações' no setor energético
Esses novos recursos foram direcionados a setores desfavorecidos, como a infância e a terceira idade.
Foram expropriados somente setores estratégicos, como as telecomunicações, e não empresas de setores como o alimentício nem outros que pudessem deixar o país muito dependente das importações.

"O Estado, forte, controla os recursos naturais e tem uma grande capacidade de gerar excedentes que são utilizados para ampliar o Estado, o que aumenta o apoio ao governo", disse o jornalista Fernando Molina à BBC Mundo.
Tudo isso foi aliado a políticas relativamente ortodoxas para controlar a inflação e medidas para amenizar as tensões políticas de algumas regiões.
"Qualquer empresário sabe que, se se reduz a aversão ao governo, é possível aproveitar melhor esse boom econômico", afirmou o analista e jornalista Pablo Stefanoni.

'Intuitivo'
Além da economia e das políticas sociais, outra questão que explica a alta popularidade de Evo está no fato de ele ser indígena, como a maioria da população boliviana.
Assim, por mais que indígenas, camponeses e operários não hesitem em sair às ruas para protestar quando acham que é o caso, na hora de votar seguem leais a quem consideram um deles.
"Ele é muito intuitivo. Não tem carisma no sentido tradicional, mas sim no sentido de se conectar com os bolivianos, porque é um boliviano como qualquer outro", disse o jornalista Molina.
"Ele conhece muito bem a psicologia do povo boliviano e tem uma enorme capacidade de traduzir seus objetivos políticos em dicotomias simples, que são facilmente compreensíveis e críveis para o povo."

Um exemplo disso é que, em discursos para explicar o conceito de inflação, usava o exemplo de como uma boa colheita de coca rendia mais dinheiro para comprar cerveja e isso levava o vendedor a subir o preço. Assim, colocava a macroeconomia ao alcance de seus pares.

Reuters
Evo é adepto da 'diplomacia do futebol' e sempre pratica o esporte em reuniões que participa
Assim, como afirma Molina, tem sabido converter em virtudes o que muitos qualificam como limitações, como sua falta de educação formal e conhecimento de assuntos como economia.
Lula ou Chávez
No âmbito internacional, Evo faz a chamada "diplomacia do futebol": não deixa passar a oportunidade de praticar seu esporte favorito em toda reunião da qual participa.

E, no panorama de esquerda latino-americano, muito se questiona se ele está mais alinhado com as políticas criadas pelo ex-presidente venezuelano Hugo Chávez ou com Lula.
"A retórica é chavista, mas os feitos são lulistas", afirma Molina.
Não em vão, Evo considerava Chávez um de seus melhores amigos e compartilhava de sua retórica anti-imperialista.

No entanto, a realidade da política boliviana é muito mais pragmática, orientada não somente à redistribuição da riqueza, mas sobretudo à estabilidade macroeconômica.
Para Stefanoni, apesar de existir "muita solidariedade política e ideológica com a Venezuela, a maior diferença está em como se administra a economia".

"O chavismo tinha uma utopia radical que, no contexto boliviano, não se vê", diz.
Molina afirma que, apesar do caráter "lulista" de suas políticas, deve-se fazer uma ressalva por conta das diferenças entre as sociedades brasileira e boliviana. "As instituições democráticas são muito fracas, mas esse tipo de personagens são extremamente destrutivos para a democracia", diz.

Da BBC e REUTERS

Economia e ‘modelo lulista’ tornam Evo Morales o favorito à reeleição neste domingo

Antes das eleições presidenciais deste domingo na Bolívia, as pesquisas mostram que a única dúvida é se o presidente Evo Morales vai superar os 64% dos votos, cifra que alcançou em 2009, quando se reelegeu.
Tudo indica para a vitória da Evo, que não é particularmente carismática no seu sentido clássico e, especialmente em público, pode parecer pouco eloquente para um estrangeiro.
E, ainda assim, nenhum de seus concorrentes têm nenhuma possibilidade de lhe fazer sombra.
O presidente é um ex-camponês, sem formação acadêmica, com um passado de sindicalista e uma certa tendência a dizer coisas consideradas "inapropriadas" por muitos.
A oposição o acusa de ser populista, um caudilho com aspiração de ficar eternamente no poder. E, de novo, não há sequer uma pesquisa que não indique sua vitória acachapante.
Por maior que seja a lista de defeitos de Evo citados por seus adversários, não há dúvidas de que o presidente é o candidato favorito dos bolivianos. Mas qual o segredo de seu sucesso político?
'Boom econômico'
Após oito anos e meio no comando, Evo está longe de ter sua imagem desgastada e agora caminha para ser o mandatário boliviano que ficou mais tempo no poder.
Um feito que está relacionado com o bom momento da economia local.
O país já está no seu décimo ano de crescimento contínuo, com redução da dívida externa, aumento das reservas internacionais e, sobretudo no governo de Evo, houve redução da pobreza extrema, que passou de 38% para 20%.

MÍDIA ORQUESTRA O GOLPE. PT PAGARÁ CARO! E O POVO, A ETERNA MASSA DE MANOBRA...

Nunca houve clareza no PT sobre como se relacionar com a mídia tradicional e familiar. A negação, a crítica, o distanciamento sempre foram as marcas mais visíveis da relação.  O relacionamento que continha desprezo e até ojeriza nos primeiros tempos de formação do partido, no ABC – quando os jornalistas em geral eram chamados de petistas e Lula e o comando dos sindicalistas rechaçavam o diálogo  com "a imprensa burguesa" - tornou-se agora de vida ou morte. Esse  longo braço de ferro com a mídia tal qual ela sempre foi conhecida – Globo, da família Marinho, Folha, dos Frias,  Estado, dos Mesquista etc etc – está perto de uma definição. Como nunca antes, todos os veículos de maior faturamento comercial e circulação do País estão rasgadamente contra o PT – e o PT definitivamente contra todos. É a final da luta do século, com revanche para sabe-se lá quando houver novas eleições gerais.

Nesta eleição, o caso virou briga de rua, em que vale, expressamente, tudo. Concretamente, vale até o maior vazamento eleitoral da história do Brasil. De fato, nunca se tinha visto antes uma operação tão orquestrada, de na hora certa da eleição a voz do delator premiado Paulo Roberto Costa aparecer em todas as mídias para entregar "3% para o PT" nos contratos que ele operava na Petrobras. O espaço natural que o vazamento iria mesmo ocupar no noticiário, na abertura da reta final da eleição, em pleno empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves, foi amplificado ao último volume  Neste final de semana, para completar a blitzkrieg, tratamento extra VIP é dado neste final de semana pelas revistas Veja e Época, em campanha desabrida pelo candidato do PSDB.

Finalmente, agora, com a maior aliança de mídia já feita no Brasil explicitamente contra uma candidatura presidencial – a de Dilma, como todos sabem -, o PT sabe o que fazer. Após ter passado 12 anos no poder sem ter uma proposta consensual sequer a respeito de uma renovação, que seja, da legislação que regula os meios de comunicação no Brasil, o partido tem uma proposta de legislação para o setor de mídia.

A chamada Lei de Meios, que não foi incluída no programa oficial da candidatura Dilma por veto da presidente, o que demonstrou a falta de consenso, voltou à baila. E pela voz da própria Dilma, que disse a blogueiros finalmente ter aderido à ideia de mudar as normas que permitem a maior concentração de propriedade do mundo, monopólio, participações cruzadas e, é claro, autoregulamentação publicitária. Um espetáculo de privilégios que foi brindado com reserva de mercado desde os tempos do regime militar, com as leis que impedem a participação de grupos estrangeiros no controle da empresas de comunicação. Por baixo do pano, ainda nos anos 1960, a Globo quebrou essa regra, mais tarde a Abril se capitalizou com sul-africanos apresentados pela CIA, e a concentração só se fortaleceu.

O partido, conscientemente, fez sua trajetória na diagonal dos meios que encontrou implantados, quando, segundo o PT dos primeiros tempos, a história do Brasil estava começando, exatamente porque o partido surgia. Agora, porém, a aposta é alta, do tipo quem vencer leva tudo: a radicalização sem precedentes ou vai mudar tudo, em caso de vitória de Dilma, ou tende a tornar o setor ainda mais concentrado na propriedade.

O impacto de toda a mídia de um País, de uma vez só, veicular a voz BBB de Costa disparando contra o PT coroou o movimento de rasgar de fantasia da mídia. O caso virou, é claro, comentário de botequim. A Folha, que nos comerciais diz que é a favor disso, contra aquilo, que é democrática, etc, passou recibo no Facebook ao publicar um meme de Aécio em festa como se fosse do próprio jornal. "Também estamos em festa" foi o recado. De bandeja, em seguida, aparece o vídeo de Costa, com o dedo no olho do PT. E contra esse "golpe", assim classificado pela própria Dilma, o partido se debate agora.

Será um feito não menor que o espetacular a presidente Dilma conter danos à sua imagem eleitoral debaixo da verdadeira operação "Tempestade no Deserto" desfechada pela mídia tradicional. A presidente tem algum tempo para se recuperar, mas deve contar que novos ataques virão. Quem sabe não aparece logo logo uma fita com o depoimento do doleiro Alberto Yousseff? As fontes são praticamente as mesmas.

A linha escolhida é da denúncia da operação orquestrada. "Um golpe", como definiu a presidente, no que foi acompanhada por seu coordenador de campanha Miguel Rossetto. Não se sabe se vai dar certo, mas que, a esta altura do campeonato, é a única posição que restou ao PT, quanto a isso não há nenhuma dúvida na direção partidária. De Lula a Rui Falcão, e passando por Rossetto, a renovada briga contra a mídia ganhou também a posição da presidente Dilma.

A relação de disputa entre a mídia e o PT está sendo travada no campo em que, paradoxalmente, a própria mídia queria. O PT nunca conseguiu – ou melhor, nunca nem tentou – criar a sua própria base de informação própria. Ainda que o atual presidente do partido, Rui Falcão, seja um jornalista que chegou a cargos de comando em sua carreira. Experiências bem sucedidas como a TV dos Trabalhadores, da CUT, não mereceram o carinho devido da direção do partido para crescer e se multiplicar. Na mídia de papel, jamais o PT quis ter um jornal próprio, no que, nesse particular, foi uma negação pouco inteligente da secular experiência do PCB, pela esquerda, em ter seus próprio veículo. Ou não quis, ou não soube fazer.

No PT, assunto de mídia sempre foi segredo guardado a sete chaves. Não há notícia de que a direção partidária, desde a fundação da agremiação, tenha liderado um diálogo amplo para tratar do tema. Mesmo a proposta de Lei de Meios não é clara para a maioria dos militantes. Provavelmente, cada um que se ocupa do tema tem seu próprio projeto.

Texto Brasil 247/Título Blog Ed Santos

MÍDIA ORQUESTRA O GOLPE. PT PAGARÁ CARO! E O POVO, A ETERNA MASSA DE MANOBRA...

Nunca houve clareza no PT sobre como se relacionar com a mídia tradicional e familiar. A negação, a crítica, o distanciamento sempre foram as marcas mais visíveis da relação.  O relacionamento que continha desprezo e até ojeriza nos primeiros tempos de formação do partido, no ABC – quando os jornalistas em geral eram chamados de petistas e Lula e o comando dos sindicalistas rechaçavam o diálogo  com "a imprensa burguesa" - tornou-se agora de vida ou morte. Esse  longo braço de ferro com a mídia tal qual ela sempre foi conhecida – Globo, da família Marinho, Folha, dos Frias,  Estado, dos Mesquista etc etc – está perto de uma definição. Como nunca antes, todos os veículos de maior faturamento comercial e circulação do País estão rasgadamente contra o PT – e o PT definitivamente contra todos. É a final da luta do século, com revanche para sabe-se lá quando houver novas eleições gerais.

Nesta eleição, o caso virou briga de rua, em que vale, expressamente, tudo. Concretamente, vale até o maior vazamento eleitoral da história do Brasil. De fato, nunca se tinha visto antes uma operação tão orquestrada, de na hora certa da eleição a voz do delator premiado Paulo Roberto Costa aparecer em todas as mídias para entregar "3% para o PT" nos contratos que ele operava na Petrobras. O espaço natural que o vazamento iria mesmo ocupar no noticiário, na abertura da reta final da eleição, em pleno empate técnico entre a presidente Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves, foi amplificado ao último volume  Neste final de semana, para completar a blitzkrieg, tratamento extra VIP é dado neste final de semana pelas revistas Veja e Época, em campanha desabrida pelo candidato do PSDB.

Finalmente, agora, com a maior aliança de mídia já feita no Brasil explicitamente contra uma candidatura presidencial – a de Dilma, como todos sabem -, o PT sabe o que fazer. Após ter passado 12 anos no poder sem ter uma proposta consensual sequer a respeito de uma renovação, que seja, da legislação que regula os meios de comunicação no Brasil, o partido tem uma proposta de legislação para o setor de mídia.

A chamada Lei de Meios, que não foi incluída no programa oficial da candidatura Dilma por veto da presidente, o que demonstrou a falta de consenso, voltou à baila. E pela voz da própria Dilma, que disse a blogueiros finalmente ter aderido à ideia de mudar as normas que permitem a maior concentração de propriedade do mundo, monopólio, participações cruzadas e, é claro, autoregulamentação publicitária. Um espetáculo de privilégios que foi brindado com reserva de mercado desde os tempos do regime militar, com as leis que impedem a participação de grupos estrangeiros no controle da empresas de comunicação. Por baixo do pano, ainda nos anos 1960, a Globo quebrou essa regra, mais tarde a Abril se capitalizou com sul-africanos apresentados pela CIA, e a concentração só se fortaleceu.

O partido, conscientemente, fez sua trajetória na diagonal dos meios que encontrou implantados, quando, segundo o PT dos primeiros tempos, a história do Brasil estava começando, exatamente porque o partido surgia. Agora, porém, a aposta é alta, do tipo quem vencer leva tudo: a radicalização sem precedentes ou vai mudar tudo, em caso de vitória de Dilma, ou tende a tornar o setor ainda mais concentrado na propriedade.

O impacto de toda a mídia de um País, de uma vez só, veicular a voz BBB de Costa disparando contra o PT coroou o movimento de rasgar de fantasia da mídia. O caso virou, é claro, comentário de botequim. A Folha, que nos comerciais diz que é a favor disso, contra aquilo, que é democrática, etc, passou recibo no Facebook ao publicar um meme de Aécio em festa como se fosse do próprio jornal. "Também estamos em festa" foi o recado. De bandeja, em seguida, aparece o vídeo de Costa, com o dedo no olho do PT. E contra esse "golpe", assim classificado pela própria Dilma, o partido se debate agora.

Será um feito não menor que o espetacular a presidente Dilma conter danos à sua imagem eleitoral debaixo da verdadeira operação "Tempestade no Deserto" desfechada pela mídia tradicional. A presidente tem algum tempo para se recuperar, mas deve contar que novos ataques virão. Quem sabe não aparece logo logo uma fita com o depoimento do doleiro Alberto Yousseff? As fontes são praticamente as mesmas.

A linha escolhida é da denúncia da operação orquestrada. "Um golpe", como definiu a presidente, no que foi acompanhada por seu coordenador de campanha Miguel Rossetto. Não se sabe se vai dar certo, mas que, a esta altura do campeonato, é a única posição que restou ao PT, quanto a isso não há nenhuma dúvida na direção partidária. De Lula a Rui Falcão, e passando por Rossetto, a renovada briga contra a mídia ganhou também a posição da presidente Dilma.

A relação de disputa entre a mídia e o PT está sendo travada no campo em que, paradoxalmente, a própria mídia queria. O PT nunca conseguiu – ou melhor, nunca nem tentou – criar a sua própria base de informação própria. Ainda que o atual presidente do partido, Rui Falcão, seja um jornalista que chegou a cargos de comando em sua carreira. Experiências bem sucedidas como a TV dos Trabalhadores, da CUT, não mereceram o carinho devido da direção do partido para crescer e se multiplicar. Na mídia de papel, jamais o PT quis ter um jornal próprio, no que, nesse particular, foi uma negação pouco inteligente da secular experiência do PCB, pela esquerda, em ter seus próprio veículo. Ou não quis, ou não soube fazer.

No PT, assunto de mídia sempre foi segredo guardado a sete chaves. Não há notícia de que a direção partidária, desde a fundação da agremiação, tenha liderado um diálogo amplo para tratar do tema. Mesmo a proposta de Lei de Meios não é clara para a maioria dos militantes. Provavelmente, cada um que se ocupa do tema tem seu próprio projeto.

Texto Brasil 247/Título Blog Ed Santos

APÓS GOLPE MIDIÁTICO SÓ UM MILAGRE DERROTARÁ AÉCIO SEGUNDO PESQUISA

A revista Istoé publicou, neste domingo, mais uma pesquisa sobe a sucessão presidencial, feita em parceria com o Instituto Sensus. De acordo com o levantamento, o tucano Aécio Neves tem 58,8% dos válidos, contra 41,2% da presidente Dilma Rousseff, ou seja, uma vantagem de 17,6 pontos.
A pesquisa foi a primeira após a divulgação das delações premiadas de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef – o que foi classificado como "golpe eleitoral" pela presidente Dilma Rousseff e pelo coordenador de sua campanha, Miguel Rossetto.
Segundo a pesquisa, o efeito do caso Petrobras sobre as intenções de Dilma teria sido devastador – o que explicaria a diferença para as pesquisas Ibope e Datafolha, que apontaram empate técnico.
O cientista político Ricardo Guedes, coordenador do Instituto Sensus, avalia que Aécio Neves "já está eleito".

APÓS GOLPE MIDIÁTICO SÓ UM MILAGRE DERROTARÁ AÉCIO SEGUNDO PESQUISA

A revista Istoé publicou, neste domingo, mais uma pesquisa sobe a sucessão presidencial, feita em parceria com o Instituto Sensus. De acordo com o levantamento, o tucano Aécio Neves tem 58,8% dos válidos, contra 41,2% da presidente Dilma Rousseff, ou seja, uma vantagem de 17,6 pontos.
A pesquisa foi a primeira após a divulgação das delações premiadas de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef – o que foi classificado como "golpe eleitoral" pela presidente Dilma Rousseff e pelo coordenador de sua campanha, Miguel Rossetto.
Segundo a pesquisa, o efeito do caso Petrobras sobre as intenções de Dilma teria sido devastador – o que explicaria a diferença para as pesquisas Ibope e Datafolha, que apontaram empate técnico.
O cientista político Ricardo Guedes, coordenador do Instituto Sensus, avalia que Aécio Neves "já está eleito".

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

LULA COBRA PROVAS CONTRA PT: 'ESTOU DE SACO CHEIO'

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira que as denúncias de corrupção não podem abaixar a cabeça dos petistas, após a divulgação dos áudios dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef detalhando um suposto esquema de corrupção na estatal.
"Toda eleição é a mesma história. Eles começam a levantar denúncias e, com denúncias, não precisam provar nada, só insinuar. Acusação de corrupção não pode abaixar cabeça de petista", disse o ex-presidente na quadra do sindicato dos bancários no centro de São Paulo. "Toda eleição é a mesma coisa, já estou de saco cheio", acrescentou.
Costa e Youssef afirmaram em depoimentos à Justiça, no âmbito de um processo de delação premiada, que "grandes empresas" eram contratadas pela Petrobras com sobrepreço de, em média, 3 por cento, e que esses recursos eram repassados a integrantes de PT, PP e PMDB. O doleiro e o ex-diretor também ficariam com parte dos recursos.
Lula também comentou declarações do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, que afirmou que os eleitores do PT são menos informados. As declarações de Fernando Henrique viraram tema do primeiro programa da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, no segundo turno da campanha, em que ela enfrenta o tucano Aécio Neves.
"É cultura deles, não é pensamento só do Fernando Henrique. O que eles não sabem é que quem não vota neles não é burro... O que esse povo não gosta é que pobre agora anda de cabeça erguida", disparou Lula.

"Votar na Dilma é botar fim no preconceito da elite", acrescentou. "Não é a Dilma que quer ser candidata a presidente, nós que precisamos dela para não haver retrocesso. O que deixa eles mais nervosos é que fizemos mais pela educação em 12 anos do que eles em cem."
Ao cumprimentar os candidatos derrotados do PT em São Paulo Alexandre Padilha, a governador, e Eduardo Suplicy, ao Senado, Lula disse que o partido precisa entender o que aconteceu de errado no Estado, onde o PT perdeu em regiões historicamente ligadas ao partido.
"Precisamos encarar esse problema de frente, temos história na periferia e no interior (de São Paulo). Faltou política, debate com diferenciação", disse Lula. "Não podemos admitir que um tucano nos chame de corruptos."
Pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas na noite desta quinta mostraram Aécio à frente de Dilma na preferência do eleitorado. De acordo com os dois institutos, o tucano tem 51 por cento dos votos válidos, contra 49 por cento da petista.
Lula fez eco ao primeiro programa de Dilma no horário eleitoral obrigatório do segundo turno, que foi transmitido na quadra dos bancários para os militantes petistas, e lembrou os problemas enfrentados pela economia no período de Fernando Henrique.
O ex-presidente disse que as ideias tucanas quebraram o país três vezes e são "travestidas de nova". Ele também afirmou que nos governos do PSDB o Fundo Monetário Internacional (FMI) dava palpite na economia, o sistema financeiro queria ganhar sem investir na produção, a educação era privilégio da elite e o desemprego fazia parte da situação normal.
(Reportagem de Vinicius Cherobino)